Sua coleção de Estudos de Antropologia da Civilização, que buscava uma teoria para entender "o processo através do qual os povos surgem, se transfomam e morrem", foi pensada a partir das preocupações que o fizeram escrever, além de O Processo Civilizatório, As Américas e a Civilização, O Dilema da América Latina, Os Brasileiros: 1. Teoria do Brasil e Indios e Civilização, num período que vai de 1966 a 1969, e que coincide com seu exílio, período caracterizado por ele como "uma experiência terrível", sobretudo para brasileiros(...)".  Em 1995, fechando a série, Darcy Ribeiro publica O Povo Brasileiro, "desafio maior que me propus".

No entanto, homem de "fazimentos", Darcy Ribeiro, durante a década de 50, quando vestia sua "saudosa pele de etnólogo indigenista", além de ter produzido extensa obra etnológica, preocupava-se em que o Brasil e os brasileiros vissem nossos índios como eram, na realidade.

Darcy diz em "O Brasil como Problema": "(...) Creio que no convívio com os índios eu me refiz, o que aprendi com eles é talvez o que me singulariza entre os intelectuais da minha geração.  Aos índios devo, também, a dignidade que me deu a luta que travo há quarenta anos para salvá-los.  Não os salvei e esta é a dor que mais me dói.  Apenas consolam algumas conquistas, como a criação do Parque Indígena do Xingu e do Museu do Índio, do Rio de Janeiro.