Falar de Darcy Ribeiro apenas como educador seria pouco.  A proliferação de idéias e vontade de realizar projetos fizeram dele muito mais.  Começou como antropólogo, elaborando trabalhos de impacto mundial.  Mais tarde, ingressou na área educacional, atingindo rapidamente o posto de Ministro da Educação, no Gabinete Hermes Lima.  Estava ainda na casa dos 30 anos.

Sua produção na área da educação e da cultura deixou marcas no país: criou universidades, centros culturais, uma nova proposta educativa com os Centros Integrados de Educação Pública (Ciep), além de deixar inúmeras obras escritas em várias línguas.

Sua tajetória sempre esteve próxima às lideranças dos governos.  Seria inevitável ingressar na política: foi Ministro-Chefe da Casa Civil do Presidente João Goulart em 63, Vice-Governador do Rio em 82, Secretário da Cultura e Coordenador do Programa Especial de Educação, e Senador da República de 91 a 97.  Durante estes mandatos, também concretizou projetos na área ambiental.  A intensa produção de livros o transformou num dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL).  Nos últimos anos, ainda foi capaz de surpreender, produzindo poesias.

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